O Bill e o Tom Kaulitz do Tokio Hotel falam sobre a sua estranheza, solidão, tristeza, os amigos no trabalho e no novo álbum "Humanoid".Um álbum Diamante na França, o prêmio de artista revelação no VMA da MTV em Nova Iorque e quatro prêmios no MTV Latin Music Awards no México. A história de sucesso do Tokio Hotel no estrangeiro nos últimos dois anos.
No dia 2 de Outubro, o terceiro álbum do Tokio Hotel "Humanoid" estará nas lojas mundialmente em duas línguas - inglês e alemão.
Quando os rapazes tocaram pela primeira vez mundialmente no EMA à dois anos atrás, as pessoas alemãs que estavam no lugar vaiaram a banda e os jornalistas internacionais perguntavam-se porque é que o povo alemão estava vaiando a banda do seu próprio país.
O que é que diriam?
Bill: Diria que a Alemanha vê o Tokio Hotel de forma diferente. Começamos a nossa carreira com 15 anos, o que foi diferente em outros países em que ficamos famosos pela nossa música, mas apenas uns dois anos depois. É dificil dizer "Sim gostamos de música feita por menininhos que têm 15 anos" e no fim alguns deles tem inveja do sucesso que nós temos.
Tom: É verdade. Sucesso sem inveja não existe.
Acham que isso é típico alemão?
Bill: Sim, mas acho que eles já começaram a desenvolver o seu lado de serem felizes por alguém. Já sentimos isso. É entusiasmante mas as reações negativas não eram novas para nós. E para ser honesto é sempre um desafio quando isso acontece. Quando estou cantando e ouço as pessoas vaiando vejo isso como um incentivo. Não me envergonho nem me sinto mal, mas penso "Ok agora tenho de dar mais um pouco para eles verem que até gostam".
Até mesmo o Dave Grohl do Foo Fighters deu os parabéns ao Gustav depois da performance.
Tom: Na mesma noite do EMA muitas pessoas foram até nós e disseram: foi fantástico.
Bill: É verdade. Há outras bandas que não sabem o que se passa na Alemanha e que até gostam de nós. O Jay-Z foi nos ver ao nosso show em Los Angeles e depois fomos jantar com ele. Nos sentimos honrados.
No geral o interesse em vocês pode ser negativo também. Não têm medo que todo o sucesso que têm, no qual vocês trabalham para, os tirará a sua vida privada?
Tom: Acho que já tirou o suficiente, não pode tirar mais.
Bill: Sim, isso é algo que vem com o sucesso. Estamos sempre à procura de mais sucesso, queremos sempre mais.
Quando foi a última vez que disfrutaram de liberdade antes de serem conhecidos?
Bill: No início de 2008 estivemos na América pela primeira vez e simplesmente fomos sem seguranças. Foi bom. Mas ao mesmo tempo você pensa "Eu também quero que esta gente me conheça, à banda e à nossa música."
Onde é que podem ir nas férias sem serem reconhecidos?
Bill: Talvez à Austrália. Nunca estivemos lá.
Tom: Mas mesmo assim recebemos reações de muitos países. Até do Japão e da Austrália, que nem lançamos nada lá.
O nome do novo álbum é "Humanoid". Vocês vivem como humanóides, como espécies de "semelhantes a humanos"?
Tom: Nós crescemos numa cidade pequena. Nunca nos sentimos muito normais, sempre nos sentimos semelhantes a humanos. Hoje em dia não há lugar nenhum em que nos sentimos bem e relaxados. Apenas sentimos isso em casa. E apenas passamos cerca de 20 dias de todo o ano em casa. Nos sentimos sempre estrangeiros/turistas onde quer que vamos.
Um pouco triste não?
Bill: Sim, às vezes.
Tom: Já nos habituamos. Como já disse, é algo que sentimos sempre desde o início da carreira.
O seu produtor David Jost te descreve, Bill, como a pessoa mais obscura e melancólica da banda. As suas noites sozinho no quarto de hotel levam a isso?
Bill: Eles exageram! Mas acho que sempre fui assim, certo?
Tom: Sim, totalmente.
Bill: Não quero ter que falar sempre de maneira simpática. Foi bom ver que tipo de vida privada temos e o que pode acontecer. Temos de pensar se vale a pena, é assim e será sempre assim. Porque há alturas em que estou no estúdio e penso "Meu Deus, eu sou cantor. É o meu trabalho e eu ganho dinheiro disto. Não tenho um trabalho do qual digo que não gosto." Muitas vezes penso assim, sou um sortudo.
Vocês não têm medo de que a sua vida tenha efeitos estranhos como acontece às outras estrelas?
Bill: Quando eu vejo celebridades com problemas ou deprimidos consigo me imaginar longe disso. Felizmente tenho o Tom. Tenho sempre alguém familiar comigo. E estamos juntos como banda à quase 10 anos e isso é muito bom. É difícil para estrelas como Michael Jackson, Britney Spears e outros artistas solo do gênero.
Quão grandes são as hipóteses de conhecer a mulher dos seus sonhos num supermercado?
Bill: Só me resta desejar. Digo sempre: "É a única razão pela qual as pessoas se levantam de manhã. As pessoas querem ser amadas e querem encontrar o seu amor. Porque se não for assim, nada faz sentido". Também temos a nossa família e amigos, que também são muito importantes para nós. Mas claro que queremos nos apaixonar mas ao mesmo tempo penso que é uma coisa irreal que pode acontecer na minha vida. Nos últimos 5 anos, desde que começamos com o Tokio Hotel, não tenho nenhuma relação nem nada que se pareça. Mas espero até agora pela grande coincidência.
Tom: Na realidade temos de dizer que nem saímos.
Vocês não conseguiam ter contato nenhum com as estrelas de Hollywood? Visto que foram a Los Angeles para gravar o novo álbum.
Tom: Não é o caso dos números de celular porque eu tenho muitos no meu. Não posso telefonar a todas as moças que tenho no meu celular em apenas um dia.
Bill: O problema é que não dá pra conhecer bem as pessoas assim. É tudo muito superficial e acontece rápido demais. Há pessoas que pensam que vamos a muitos eventos mas não é bem assim. Toda mundo tem o seu plano. Quando as câmeras estão desligadas, volta para o seu camarim e tem o seu próprio tempo.
Tom: Você pode trocar números de telefone mas nada mais. Mas o Bill nem gosta disso. E comigo é sempre por uma noite. E mesmo se você quiser construir algo sério, não há possibilidade nenhuma. Estou uma noite aqui e no dia seguinte em outro lugar qualquer.
Bill: Preciso de uma menina que possa desistir da sua vida para ser capaz de fazer uma vida comigo.
Mas e se ela não for assim tão interessante?
Bill: Não tem de ser. Claro que ela tem de ter a sua própria personalidade mas também tem de ser capaz de se juntar a esta loucura toda que vivo todos os dias. Acho que é sempre difícil em todas as relações.
Tom: Tem de ser bem falado. É dificil fazer algo como isto com alguém que nem conhece esta vida.
Muitas moças gostam de estrelas do Pop andróginas porque não podem ser "maus". Você é inofensivo Bill?
Bill: Não sei mas é possível. Mas ao mesmo tempo há pessoas que dizem que as mulheres gostam de "bad boys" e quando olho para o Tom vejo que funciona.
Fonte: x
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