domingo, 11 de janeiro de 2015

Substreammagazine.com: Entrevista exclusiva: Tokio Hotel lança "Kings of Suburbia" depois de uma pausa de cinco anos

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Depois de uma pausa de cinco anos, a banda pop rock alemã Tokio Hotel apresentou um novo álbum eletrônico ao seu público internacional, Kings of Suburbia.

Fundada em 2001 pelo vocalista Bill Kaulitz, o guitarrista Tom Kaulitz, o baterista Gustav Schäfer e o baixista Georg Listing, a banda Tokio Hotel dominou o mundo com a sua estreia em inglês em 2007. Os membros da banda decidiram que precisavam viver as suas vidas depois de uma turnê mundial durante anos, por isso mudaram-se para Los Angeles. Após um ano de pausa decidiram reformular e criar uma nova música para surpreender os seus fãs.

Kings of Suburbia é um álbum com 15 faixas que se distinguem completamente dos álbuns anteriores da banda. Este é o quinto álbum da banda até à data. Foi lançado digitalmente dia 3 de Outubro do outro lado do Atlântico e dia 6 de Outubro na América. O álbum chegou a número um no top do iTunes como pré-venda em vários países.

Turnê mundial do Tokio Hotel, Feel It All Parte Um: The Club Experience tem início marcado para dia 6 de Junho em Londres [N/A: A turnê começa em 6 de Março].

Substream Magazine: Então, este é o seu primeiro álbum nos últimos cinco anos, Kings of Suburbia, como se sentem ao lançar este álbum novamente?
Bill Kaulitz: Estamos completamente entusiasmados. Estivemos na estrada durante muito tempo e precisávamos de uma pausa para voltarmos às nossas vidas, mas estamos muito contentes como o álbum e a música ficaram.

SM: O que fizeram durante a pausa?
Tom Kaulitz: Não fizemos nada, estivemos a maior parte do tempo em pausa mesmo. A banda tem feito turnê há anos, desde que tínhamos 15 anos. Depois de uma pausa de um ano, decidimos voltar a fazer música de novo e a trabalhar num álbum.

SM: O novo álbum, Kings of Suburbia, tem algo de novo para a banda e para os seus fãs. Eu costumava ouvi-los quando era mais novo e estou surpreendido com a mudança na sua música. Gostaram de experimentar novas coisas com a música?
BK: Assim como você, o nosso gosto musical também mudou. Sabe, já faz cinco anos desde o nosso último álbum e foi importante para nós, enquanto banda, fazer música da qual gostamos e sobre a qual nos inspiramos. É importante para uma banda mudar e progredir, e é isso que este álbum reflete. Acabou por se tornar um pouco eletrônico, mas não foi algo que previmos. Todo o processo de desenvolvimento e produção neste álbum foi muito natural.
TK: Tentamos novas coisas e nova música. Creio que isso não seja uma coisa ruim. Vemos muitos artistas agora que fazem músicas atrás de músicas porque sabem que são bem sucedidos, mas não é assim que a música deve ser feita. Nunca quisemos ficar presos a um só tipo de música.

SM: Como Los Angeles afetou o seu álbum então?
BK: Claro que afetou a nossa música, mas foi mais a liberdade de estar lá que proporcionou isso. Era impossível ter vida privada na Europa, não podíamos ficar lá. Quando chegamos aqui foi fantástico poder fazer coisas. Íamos ao supermercado, à cafeteria, coisas normais só. Também saímos muito, talvez demais, mas foi bom. Trabalhávamos no álbum até à meia-noite ou mais tarde até porque saíamos muito e depois ainda fazíamos uma festa depois da festa.

SM: Então querem dizer que alguns artistas ficam presos a um som porque sabem que serão bem-sucedidos. Como se desviaram desse caminho?
BK: Este álbum é muito mais eletrônico comparado com o nosso último álbum. Tivemos tanto tempo para trabalhar nele. Não foi difícil expressar quem somos agora através deste álbum. Conseguimos finalmente criar a nossa própria música desde a letra até à produção da mesma. Tentamos nos encontrar com os nossos antigos produtores, mas eles queriam repetir o estilo de música que tínhamos antigamente. Foi por isso que decidimos continuar e fazer tudo sozinhos. Foi aí que surgiu a "Stormy Weather", gravamos essa música sozinhos e a enviamos a novos produtores que gostaram desta e que quiseram trabalhar com a gente.

SM: O que inspirou este álbum?
BK: Todas as festas, a vida noturna, todos os clubes.
TK: Sinceramente, foi a liberdade. Finalmente pudemos viver as nossas vidas e finalmente viver a vida em si. Este álbum reflete isso.
BK: Sim, achei isso muito interessante. Eu saía e conhecia pessoas que não faziam ideia de quem era o Bill do Tokio Hotel. Foi fantástico conhecer pessoas a esse nível de novo.

SM: Sinto uma vibração muito sensual da vida noturna neste álbum, isso foi intenção por parte da banda?
BK: Sabíamos que ia ser uma surpresa para os fãs ouvir este álbum, mas não pensamos num público-alvo para este. Foi um processo tão natural de fazer música que nem pensamos em ninguém que estivesse fora do nosso estúdio em casa. Acho que é assim que a boa música deve ser feita. Você não se senta com a intenção de fazer uma música que vá se tornar um sucesso. Tem de ter confiança e adorar a música que faz. O sucesso vem depois disso.

SM: Quais foram os elementos mais frustrantes e os mais gratificantes de trabalhar neste álbum?
BK: Por vezes, odiava trabalhar com certas pessoas. Sei que isto soa mal. Mas não me interpretem mal, algumas das pessoas eram fantásticas e inspiradoras, mas outras eram simplesmente idiotas. Mas é normal isso acontecer quando está na indústria da música. Tem de lidar com muitos egos. Conseguir sentir o álbum no fim foi digno de tudo, conseguia sentir que todo o trabalho valeu a pena.
TK: Outra coisa foi ouvir a nossa música finalmente no rádio. Há cinco anos, ninguém tocavaTokio Hotel no rádio por isso, ouvir foi fantástico.

SM: Quais são as faixas das quais têm mais orgulho em Kings of Suburbia?
BK: Uau, isso é difícil, acho que muda todos os dias. Hoje diria que "Run" é a minha música favorita. É tão diferente de todas as outras músicas e de tudo o que já fizemos. Também a minha experiência pessoal com esta no estúdio, os sons que a minha voz foi capaz de fazer me surpreenderam.
TK: Eu diria que a minha favorita é "Girl Got A Gun". Produzi todo o álbum mas esta foi a música na qual trabalhei mais.

SM: Feel It All Parte Um: The Club Experience, a sua turnê mundial começa este ano em Londres. Do que esperam mais dessa turnê?
BK: Poderemos conhecer todos os nossos fãs a um nível mais íntimo. Os concertos serão em pequenos clubes para que tenhamos a oportunidade de conhecer o público, não será um concerto típico. Também teremos a oportunidade de falar com os fãs que compraram os ingressos VIP. Acho que os nossos fãs estão tão entusiasmados quanto nós.



Tradução: Ana Nascimento
Adaptado para Português BR por: Naah - LdSTH
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