terça-feira, 9 de março de 2010
Meinl Cymbals: Entrevista com Gustav Schäfer
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Você vem de uma família com antecedentes musicais?
Gustav: Não, eu acho que o meu pai tocou guitarra durante…não sei…ele apenas tocou para mim “Smoke on the Water” e a minha irmã tentou tocar guitarra mas…nada. O meu avô também não…não, eu acho que ninguém tocou um instrumento musical na minha família, acho que sou o único.
Porque escolheu a bateria?
Gustav: Os meus pais ouviam muita música rock: Eric Clapton, Rolling Stones…Deep Purple e eu à noite, durante o jantar, estava sempre tocando debaixo da mesa. A princípio o meu pai dizia: ok…sai daqui, leva a sua comida e pode ir comer no chão. Depois, passados dois ou três meses, ele me levou até uma escola de música e o professor disse: você é muito pequeno. Eu tinha quatro anos e meio, claro que era pequeno. E o meu pai disse ao professor: então ele começa apenas com a parte superior da bateria, sem o bumbo. E foi assim que comecei na bateria.
Quem te inspirou quando começou a tocar?
Gustav: O meu pai me levou a um concerto do Phill Collins e ele tocava bateria juntamente com o Chester Thompson e foi simplesmente incrível, simplesmente inacreditável, durou para aí uns sete minutos. Penso que foi nesse momento que se deu o click da minha vida, e o meu pai me disse: ok, Gustav se quiser tocar em frente de uma audiência destas, e estavam lá por volta de 10 mil pessoas, vai ter de praticar, praticar e praticar. E eu pratiquei, pratiquei, pratiquei. Eu penso…eu gostaria mesmo muito de tocar com o Phill Collins, mas acho que ele já tem uma certa idade e não sei…talvez, daqui a uns anos.
E hoje em dia, quem te inspira?
Gustav: Hmm, há muitos bateristas dos quais eu gosto…Danny Carey do Tool, Chad Smith do Red Hot Chili Pepers…sim, há muitos bateristas…o Danny Carey tem um estilo brilhante tocando e o Chad Smith também, por isso…eles, os dois, são os meus bateristas favoritos.
Prefere tocar em estúdio ou tocar ao vivo?
Gustav: Ambos…ambos…tenho mesmo de responder ambos…em estúdio…bem, eu teria de dizer 55% ao vivo e 45% no estúdio. Porque no estúdio estamos todos juntos, a banda, os produtores e eu enquanto baterista quero tocar tudo…tudo…e não é muito, eu sei. Eu quero fazer tudo numa única música. E por vezes, eu toco e toco e toco e depois…ouço e não se faz o click e eu penso: ohh m****, tenho de começar de novo…e depois todo mundo diz: ok Gustav, menos por favor… E então eu respondo: ahh…ok…por que não?…E ao vivo é simplesmente…você toca em frente a uma audiência e mostra tudo o que fez durante um ano ao gravar um álbum e…quando vê a audiência gritando e eu não sei porquê…não sei se estão gritando por mim, não sei, mas vê todo mundo vibrando e aí eu sei que fui eu que fiz isso.
Como consegue equilibrar o fato de fazer música com o próprio negócio da música?
Gustav: Eu não gosto lá muito da parte dos negócios, prefiro mesmo a parte da música…dou entrevistas, mas eu sou um cara tímido e eu sei que nunca falo muito mas se eu nunca falo muito é porque não gosto de dar entrevistas…
Jornalista: Vamos parar a entrevista!
Gustav: Sim, vamos parar a entrevista!
Que conselhos você pode dar aos jovens bateristas?
Gustav: Comecem o mais cedo que puderem, eu na escola de música tinha aulas com outro baterista juntamente com o professor e eu odiava ter de tocar de acordo com as notas e as pautas e por isso eu era o sujeito que tocava sempre como queria. Mas acho que é melhor começar por tocar na escola de música durante uns quatro ou cinco anos para ganhar as bases e depois tocar aquilo que eles quiserem.
O que te atraiu na Meinl Cymbals?
Gustav: Ora…isso…isso, não sei. Não faço mesmo ideia. Não, eu gosto mesmo da Cymbals. Os meus primeiros pratos, para a minha primeira bateria, eram da Meinl. E eram muito à frente. Isso foi há quinze anos e agora voltei, gosto mesmo muito da Meinl.
Qual é o artigo da Meinl Cymbals que assenta melhor no seu estilo?
Gustav: O MB20, eu gosto de barulho, gosto que seja mais forte.
Qual é o seu Meinl Cymbals favorito da sua bateria e porquê?
Gustav: Boa pergunta. Boa pergunta, boa pergunta… eu gosto de todos, gosto realmente de todos…[termos técnicos xD] gosto de todos… têm um bom som.
Qual é o seu maior objetivo enquanto músico?
Gustav: Já estamos juntos há 10 anos e já tivemos tantos objetivos… nos encontramos, tocamos ao vivo para 10 pessoas e quando olho para trás me lembro que tivemos um concerto em que as pessoas na audiência tinham todas uns 25 anos e nós tínhamos…sei lá… uns 12 ou 13 anos e tínhamos 9 músicas…ok, quando falamos em 9 músicas, cada música tem mais ou menos 3 minutos, íamos tocar uns 25 minutos, no máximo meia hora. Acabamos por tocar uma hora e meia… estavam todos bêbados e por isso tocamos três vezes a mesma setlist. Isso para mim já foi um objetivo alcançado. E agora tocar em todo o lado na Europa e na América e…eu gostaria muito de tocar com o Dave Grohl, mas ele canta e eu toco bateria…ele é bom em ambos mas eu quero mesmo tocar com o Dave Grohl e com o Phill Collins, mas acho que isso é um sonho que nunca vai se realizar mas nunca se sabe…
Tradução: TH Zone
Adaptação para Português BR por: Naah - LdSTH
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