domingo, 7 de março de 2010
Accès Privé - 06.03.2010 - Tradução
Cartas de ameaça, Tokio Hotel tem pressionado acusações de assédio. Então, quão longe essas fanáticas estão prontas para ir, por amor a seus ídolos? Por que o Tokio Hotel teme por sua vida?
Reportagem de Raphaël Tresanini e Simone Mortimer.
Neste vídeo filmado em Abril passado pela câmera de vigilância de um posto de gasolina, em Hamburg, Tom Kaulitz, membro da banda Tokio Hotel, bate em uma de suas fãs.
Segundo o vídeo, Tom Kaulitz do Tokio Hotel bateu em uma jovem mulher no rosto com o punho.
Perrine: Quando ele me bateu, eu caí no chão.
Uma agressão pela qual o guitarrista foi condenado nesta segunda-feira. No entanto, Tom Kaulitz afirma que ele é a vítima. Esta fã e suas amigas assediam sua banda em uma base diária.
Menina 1: Eles estavam lá. Eles estão lá.
Menina 2: Não, eles não estão lá.
Menina 3: Casa do Bill...
Esperando na frente de suas casas, perseguição de carro, atacando sua família, cartas de ameaça... por mais de um ano, a banda Tokio Hotel vive sob o terror dessas jovens.
Tom: Elas não são fãs, mas pessoas altamente perturbadas que realmente precisam de ajuda médica.
Bill: Nós acostumamos a estar sempre cercados por guarda-costas. Nós nunca podemos nos mover sozinhos.
O Tokio Hotel está em perigo? Quem são essas meninas que aterrorizam-los? Por que elas usam máscaras?
Amélie De Menou, a jornalista do Gala: Elas realmente querem empurrá-los além do seu limite, a fim de fazê-los reagir.
Vamos descobrir porque o Tokio Hotel teme por suas vidas hoje.
Na semana passada, na Bélgica, fãs do Tokio Hotel acamparam por 5 dias em frente ao local onde a banda, que está no meio de sua turnê européia, vai se apresentar.
Fã: Chegamos com antecedência, porque queremos ter a certeza de estarmos na primeira fila durante o concerto. É importante pra mim.
Tokio Hotel são quatro garotos alemães de 21 a 23 anos, cuja carreira explodiu em 2005.
Se a sua música não provoca entusiasmo dos críticos, as personalidades do cantor Bill e do seu irmão gêmeo Tom, o guitarrista, são fascinantes.
Com seu estilo andrógino herói de mangá, Bill se tornou um ídolo adolescente. Estes fervores dos fãs, não vacilaram, desde o começo da banda.
Fã loira: Mesmo se fosse um ano desde que eles chegaram aqui, nós ainda estamos lá.
Fã morena: Sim, nós dormimos aqui. Eu não vou me mover até eu vê-los, isso está claro.
Fã com chapéu: Estamos tão acostumadas a vê-los que, gradualmente, torna-se uma necessidade. É como uma droga.
É para esses fãs que o Tokio Hotel deve seu sucesso, assim eles fazem de tudo para manter sua devoção indo.
Tom: Cada concerto, alguns fãs vão nos ver no backstage. É muito simples, nós organizamos um sorteio para saber quem vai nos encontrar.
Bill: Nós sempre tentamos dar tempo aos nossos fãs. Quando chegamos em algum lugar, nós estamos em uma corrida, é claro, mas nós sempre aceitamos escrever-lhes uma palavra ou tirar fotos com eles.
Em seu próprio website, a banda tem o seu próprio canal de TV: vídeos de backstage, entrevistas, o público pode acompanhar as aventuras do Tokio Hotel. Uma rara interatividade com os fãs que agora saem pela culatra contra eles.
Engerrand Sabot: Uma coisa leva a outra, eles sempre querem mais. Hoje, alguns fãs vão nos jardins das gravadoras, nos jardins dos estúdios de gravação, eles sempre fazem mais.
Amélie De Menou: Há um tipo de escalada na produção de imagens, de fotos, e na proximidade que se pode ter.
Stalker: Olhe, essa é a casa do Bill, um local histórico.
Na internet, os fãs postam os vídeos de suas façanhas como troféus para mostrar o quão longe eles podem ir pelo seus ídolos.
Stalker: Casa do Bill. Vamos tentar entrar. Vamos ver a mãe do Bill. Eu começo a ir?
Stalker 1: Bill olhou para mim.
Stalker 2: Sério?
Stalker 1: Sim.
Stalker 2: Ele sacudiu o pint* para você?
Stalker 1: Não, ele não fez isso.
Stalker: Então nós deixamos o nosso rastro.
Algumas pessoas têm insultado as francesas. Aqui "Francesas são merd*." Isso não é verdade.
E aqui, o estúdio!
Espere, ele está tirando a mala para fora.
Residência, estúdio de gravação, amigos e casas de família, nesta "perseguição Tokio Hotel", as mais determinadas são um pequeno grupo de fãs francesas.
Menina 1: Eles estavam lá. Eles estão lá. Eles estão estacionados, mas eles não saíram.
Menina 2: Eles não estão mais lá. Ele deve ter ouvido nós correndo.
Perrine: Quanto mais os fãs os vêem, mais felizes eles ficam. Há uma espécie de desafio entre os fãs, vê-los o máximo possível. Alguns fãs até mesmo contam o número de vezes que os viram.
E Perrine sabe do que está falando, com seu grupo de fãs, ela não hesitou em deixar a França e sua família para se mudar para Alemanha, em Hamburg, cidade dos seus ídolos. Seu objetivo: Estar o mais próximo possível do Tokio Hotel diariamente.
Stalker 1: Ele está ganhando velocidade, ele está ganhando velocidade!
Stalker 2: É ele?
Stalker 1: Sim, é.
Stalker 2: Não é ele.
Stalker 1: Sim, ele está vindo. *buzina* Nem mesmo um olhar.
Sarah, ex-companheira de quarto de uma das Afghans on Tour: No começo, era apenas para se divertir, elas estavam tentando provocar uma reação, mas não necessariamente uma negativa, por exemplo, fazê-los sorrir, rir. E quando elas viram que não havia absolutamente nenhuma reação, elas foram mais longe e quando viram que isso ainda não estava funcionando, isso se intensificou e elas não sabiam quando parar. Foi muito longe.
Amélie De Menou: Elas não gritam "Bill, eu te amo" ou "Tom, eu quero passar minha vida com você", mas "eu vou te pegar! (o que significa agressivo)" e "eu vou estar lá" e "Você vai ver, vou fazer da sua vida um pesadelo." Elas também escrevem cartas, deixam mensagens na caixa de correio.
"Na próxima semana, será um pequeno pesadelo! Atenção, atenção, não estamos felizes. Estamos ficando impacientes. Vocês nos entendem?"
O amor se transforma em ódio, as fãs se autodenominam as Afghans on Tour e cobrem seus rostos para agir mais livremente. Várias Afghans on Tour preferem deixar o grupo, uma delas lembra de quando ela pensou que as coisas estavam indo longe demais.
Ex-Afghan: Elas perceberam que usando cachecóis, o fato de que eles não podiam vê-las, talvez poderia assustá-los. Elas compraram máscaras brancas que lembrava dos assassinos americanos e começaram a usar essas máscaras durante as perseguições de carro e viram que isso assustou-los e isso as encantaram.
Engerrand Sabot: Elas têm endurecido a sua posição. No início elas estavam atirando pedras nos vidros da janela, atirando tijolos na casa da mãe dos gêmeos.
A campanha do terror que atingiu um ponto sem volta na última primavera. Neste vídeo, a mãe de Bill e Tom Kaulitz, os gêmeos do Tokio Hotel, está lutando com as Afghans on Tour, em frente à casa dela.
Sarah: A mãe tinha vindo para filmá-las, só para provar que elas estavam lá o tempo todo e para que possamos ver claramente seus rostos. E essa é a razão que elas atacaram a mãe, para ter o telefone que foi usado para filmá-las de volta.
À beira de acabarem, os meninos do Tokio Hotel decidem iniciar um processo judicial para obrigar aquelas fãs extremas a ficar longe deles, uma medida que não mudou nada na forma como as meninas estavam agindo, elas continuam assediando os gêmeos, até 15 de abril, quando tudo mudou.
Jornalista de "Closer": Tom Kaulitz, um dos gêmeos do Tokio Hotel estava voltando para casa, e parou em um posto de gasolina, as Afghans foram atrás dele e uma delas se aproximou do carro, fingindo que queria um autógrafo, ele teve um colapso e jogou seu cigarro aceso para fora do carro.
Escritor: Elas não gostam nada disso, e em um acesso de fúria, a líder do grupo pega o cigarro e esmagá-o no carro do Tom. Naquele momento, ele perde a calma, deixa o carro e bate na menina.
A fã pode agora pôr-se em uma posição de vítima. Ela se encarrega de arranjar um advogado. Com suas amigas, ela finge nunca ter assediado o Tokio Hotel e que elas são fãs como as outras.
Tradução original: Winry @ THus & Ririne @ LJ/apex
Tradução para Português BR por: Naah - LdSTH
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